Vamos começar pelo "lead", meio em tom de jornal falido, mas bem funcional.
Pois bem, o tal festival é o maior festival de rock da Bélgica, e porque não dizer das zurópa. Na edição de 2007 o Rock Werchter contou com a presença de grandes nomes da música tais como Pearl Jam, Chemical Brothers, Björk, Incubus, Keane, Kaiser Chiefs, Marilyn Manson, Metallica, Muse, Snow Patrol, My Chemical Romance, Queens of the Stone Age, Muse, Tori Amos, entre outros.
Desde que eu soube desse bendito festival, todos os ingressos já estavam esgotados. Fiquei numa angústia, mas ainda assim esperançosa de conseguir tickets no decorrer do festival, ao menos para ver o Pearl Jam. Mas não deu, eu não tenho dinheiro sobrando enquanto eu não trabalhar. E a situação tá preta assim mesmo, a ponto de eu não poder pagar pra ver a 'a banda de minha vida'. Enfim. Deletei a situação da caixola rígida e continuei a viver sem maiores traumas. Combinei que ninguém falaria sobre o assunto e pronto, cabousse. Mas o Felipe foi a todos os dias do festival. Ele e a namorada, Juliana, compraram faz é tempo o ingresso pra todos os dias. Eles sim são pessoas de sorte.
No mês passado Felipe sabendo de meu sofrimento em não conseguir ingresso pro festival, me contou que Juliana não poderia ir no último dia pois iria viajar com o grupo de dança que ela produz. MENTIRA NÉ FELIPE! O PEARL JAM VAI TOCAR NO ÚLTIMO DIA É? Não... não era. Mas já valia ver coisas como Incubus, Interpol (super on né), o ex maluco do Pixies, Tori Amos... por que não? Há poucos dias o Eddie Vedder respirou o mesmo ar que eu. Olhou para o mesmo lugar que eu hei de pisar... ai tá bom!!!!
Prometi dez cervejas ao Felipe, que guardou a pulseirinha de Juliana pra mim. A pulseira que serve como ingresso entrou como uma luva em meu pulso e lá fomos nós, de carro e tudo pra Werchter no domingo.
Que coisa boniiiita! Quanta gente. Quanta alegria. Todo mundo queimadinho do sol, bonito, leve, solto... Mas tão quietinho. Os belgas são calmos, tranqüilos... E o festival de rock mais parecia a hora do recreio numa escola religiosa. Nada de lama, de drogas, de sexo ao ar livre. Nada de bêbados gritando, de menininhas mostrando os peitos pros roqueiros. Um festival bem light. Banheiros limpos, papel higiênico à mão, cerveja barata, comida limpa, comida saudável, filas pequenas... Eita danado. De repente me transferi um pouquinho pros trópicos e imaginei um festival daquele tamanho no Brasil. Seria um fenômeno. Estaríamos todos falando alto, correndo, coisando, tentando coisar, pensando em coisar, gritando pros artistas, empurrando na fila, fazendo barraco, reclamando do preço da cerveja e se divertindo a valer. Como diz Ianne, é a 'latinidade' né. OUTRA coisa.
Enfim, num clima bem leve e calmo, ficamos logo na luz e fomos ver o Interpol. Pontuais antes e depois, fizeram um show bem tranqüilo e arrumadinho. Adorei. O som do lugar estava maravilhoso, e luz do dia e show de rock combinam demais. Uma hora de show passou como se fosse 5 minutos. Eu queria gritar "Mais um, mais um", mas iriam me olhar estranho e eu estava muito longe pra causar efeito. Então falei baixinho "Toca Rauuuuul" ... Lá se foram o Interpol. Fomos então ver qual era a do Frank Black. Nããã! Uó. Como diz Felipe, "O cara enlouqueceu. Que pena". Gritou, correu, fez força... mas não convenceu. Muito pesado, muito barulhento... ah que saudade dos Pixies. Vamos embora do Frank Black pra ver os Incubus! êêêêê... Incubus! Eu gostava tanto deles. O que aconteceu conosco, Incubus? Acabou o amor? Que nada! Cantei junto, chamei de "lindôôô" e lembrei muito dos meus 16 anos. Tudo isso acompanhado daquela cervejinha belga geladíssima e de uma companhia agradável.
Acabou o show do Incubus. Comi o must da culinária belga, Batata frita com molho mayonesento. Nisso passa um moço com camisa do Brasil. Alarme falso, é gringo que gosta da terra. Olhou minha batata frita, comeu e disse "Típico de brasileiro. Salgada que só". Tá bom... siga seu caminho.
E lá estávamos nós, entediados em um festival de rock. E agora? Nem cansei, nem suei... E ainda tinha show do Metallica (metááááááu), Tori Amos e o DJ Faithless. Mas Felipe estava cansado de tantos dias de festival, e as atrações apenas citadas não merecem nem a pau uma noite de sono mal dormida. Vamo embora! Tá bom, mas só se eu voltar dirigindo e se a gente for tomar uma cerveja no MONK. E foi assim que me senti velha e entediada do mundo jovem. Dirigindo na Bélgica, com um festival atrás de mim e em direção ao meu bar preferido no centro.
E nem me arrependo. Ao invés de uma, tomamos várias cervejas e falamos sobre coisas profundas, dilemas dos seres humanos, gente estranha e da vida alheia.
Ah... Disse Felipe que o show do Pearl Jam foi maravilhoso e que ele nunca tinha visto algo igual. Ops! Delete. Delete. E ainda segundo ele, os shows de Björk e Chemical Brothers foram muito "conceituais", e ele se divertiu demais no show dos Beastie Boys.
Conceitual pra mim é apelido pra Chato. :) E pegue uma foto que parece que não tem nada a ver, mas é a única que me lembra o festival. Um doce pra quem descobrir porquê.
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Rá! Olha a pulseirinha aí. RockWerchter2007 .. ainda não tirei do pulso :)
Aí são as torradinhas que fiz pro Peter, que é vegetariano e eu me desafio a agradar alguém com tal paladar. Torradinha de guacamole com salada. Nham.. E a minha blusa do "I Love Slow Food! :)

3 comentários:
as minhas espinhas são o maior elo entre mim e a minha juventude.
Mulher eu acho q vc ficou assim dps daquele show de Los hermanos lá na ribeira lembra? hehehehe
Nem posso mais comentar no fotolog arrg
Saudade de tu
Bju
eu tenho sentindo essas coisas ultimamente. me sinto meio velha. a cada dia que passa envelheço dez semanas. mas ta tudo bem. :)
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