30 setembro 2006

Too much

Too much! Comprei pq achei bonito e quis tirar foto. Agora falta achar algum outro uso pra eles. nham...


29 setembro 2006

Rotina

Florença agora já virou rotina. Não que isso seja ruim, ainda mais em um lugar tão bonito.

Hoje fiz os exames na escola, junto com as turmas que já faziam o curso, e a-há! Passei de nivel e agora posso socializar com os alunos da universidade. Tem um programa aqui em que eu converso por um tempo em português com algum aluno local interessado na lingua, e ele faz o mesmo comigo, em italiano. Espero que seja alguém que goste de falar besteira, contar piada e tomar cerveja.

Um passeio no parquinho Donatello


















Tá vendo aquela bicicleta cinza estacionada com as motos, atrás do poste? É a Flor.


Dias lindos, ensolarados e um friozinho gostoso. Quando falo de frio, falo de qualquer coisa abaixo de 30 graus.

28 setembro 2006

Oww



Duas árvores namorando. Em Milão.

Duas pessoas namorando. Em recife.

Duomos, pombos e detalhes


Detalhes no cavalo de Napoleão

O Duomo de Milão

O Duomo de Florença

Tudo muito bonito e cheio de cocô de pombo.




* Como é bom se perder em Florença, e se achar na frente da casa de Dante.

* Nunca fui fresca nem nada, também nunca fui de ficar com saudade assim dos outros ou de casa. Mas que tá batendo... isso tá.

27 setembro 2006

Anoitecendo


Florença ao anoitecer -20h mais ou menos-

Ítala

OLHA como ela tá crescendo. Tá linda. :) A Ítala

A bicicleta chamada Flor

Novidades?

1 Vi as vergonhas de David (o de Michelangelo). Fui ontem ao Museu de l'Accademia, que foi feita no século XVI. Era mesmo uma 'academia' pros novos artistas que estavam chegando em Florença. Obras de David, Boticcelli, etc. Ficavam lá pra serem estudadas e/ou servirem de exemplo pros estudantes de arte da própria. Nesse museu tem esculturas de gesso, algumas de mármore e pinturas. Tudo renascentista. As pinturas, em minha opinião, são todas muito parecidas e todas mostram cenas bíblicas, tornando a visita um pouco entediante já que o acervo desse museu é formado principalmente por pinturas. Nunca vi tanto Jesus em minha vida, nem em meus anos de aluna Marista.

Fui vendo tudo com muita paciência, contando os segundos pra chegar logo na escultura do baixinho. Sim, porque como dizem que David era baixinho, eu esperava uma esculturazinha do meu tamanho. Foi aí que me enganei, e entre um "Prisioneiro" -de Michelangelo tb- e outro, vejo aquele cabelinho enroladinho lá no fundo... e no alto! Que grannnnde ! Pois o David num é pequeno não... é imenso (mais de 5 metros) e é tudo o que dizem mesmo. Perfeito (parece que é a primeira vez que uso essa palavra). Ele paquerou comigo e lá de longe me chamava "venha emilia... eu sei que vc quer". Eu pulei todas as outras esculturas, quadros e o quer que ainda tivesse pra ver, deixei o pessoal lá mesmo e fui embora atrás de David. Fiquei por um bom tempo ali só olhando os detalhes, as veias, os músculos, os cabelos, o mamilo... E num é que esse blog agora tá parecendo conto erótico?

Não era permitido tirar foto, mas eu dei um jeitinho. Tirei muitas até. Vez ou outra vinha alguém indignado pra me repreender e eu fazia uma cara de inocente. Da última vez (que já era bem a sexta), a moça do museu (como chama? não é guia, nem é guarda) mandou eu guardar na bolsa ou ela ia ficar muito mais aborrecida. Guardei e fui embora, sem querer saber de olhar mais nada.

Essa foto aqui é a que eu acho que mostra mais detalhes. Dêem um crédito, pois eu tirei escondido.


Ontem tb fui ao cinema... um filme muito bom. Não sei quando chega por aí, ou se já chegou. Mas vale a pena assistir. "Perfume: the story of a murderer" ( http://www.imdb.com/title/tt0396171/ ) . Bom demais por demais.. sem contar que o cinema na verdade é um teatro, com camarote e tudo. Cheio de esculturas em bronze por todos os lugares e poltronas imensas de veludo.


Outra novidade. Cansada de andar 40 minutos pra andar até a escola, hoje fui de ônibus. Deu até dó do euro que gastei pro ônibus me deixar na metade do caminho. Foi então que decidi alugar uma bicicleta. Aluguei a Flor por um mês, e seja lá o que Deus quiser. Eu sei que agora sou um dos veículos mais velozes dessa cidade, e até carro perde pra mim. Iupi! Mas as vespas... essas sim são perigosas!

Mangiare que te fa bene!


E na hora do jantar... testando o macro da câmera.






Aqui é o seguinte: Ou se come, ou se come!

Ontem eu precisava ir a farmácia (com uma certa urgência) e depois ir ao correio pra enviar uns postais pro Brasil. Acordei então mais cedo e fui fazer o que tinha de ser feito. Mas o dia estava tão bonito, e 'sob o sol da Toscana' decidi me perder um pouco pela cidade e deixar a farmácia e o correio pra depois. Fui pra aula e esperei a hora do almoço chegar.

Pois bem, hora de almoço aqui é um inferno na rua. As ruas são quase todas mão única pq são muito estreitinhas, então imaginem as calçadas. É um esbarra-esbarra danado. Peguei o caminho mais longo, mas o mais calmo e fiquei pasma quando descobri que a farmácia estava fechada pro almoço. Que coisa! Decidi procurar outra farmácia, mas a que encontrei também estava fechada. E todos os correios que achei, idem. Prestei um pouco mais de atenção e vi que tudo pelas ruas estava fechado -ou fechando-, menos os restaurantes. E não é uma paradinha rápida de almoço, pois tudo fica fechado de meio dia -ou 13h- até as 15h. Percebi o quanto uma refeição é sagrada pra eles e não pude ficar fora dessa tradição. Então eu, que depois de tomar um super café da manhã tinha decidido não almoçar, fui esperar o tempo passar e me conformar comendo um belo Panini. Mas no jantar, só umas uvinhas mesmo.

25 setembro 2006

E tome letrinhas


Hoje coloquei tudo que eu tinha escrito durante esses dias, mas não tinha publicado. A idéia primeiro era só guardar pra um dia eu ler e lembrar, mas aí me vi contando tudo isso a tanta gente, e não podendo contar os detalhes, que sei que quando eu encontrar todo mundo no ano que vem, já vou ter esquecido. Então decidi mudar um pouco o que escrevi, tirar os detalhes sórdidos -neh madson- e publicar pra todo mundo.

Leiam de baixo pra cima, pq blog funciona assim, na ordem do post mais atual pro mais antigo. -é nada-


Ciao belos!

Uma chance pra Milão

<--- Eu vomitando em São Paulo. Ou seria um dos monumentos estranhos de Milão?

Apesar de ter ativado três alarmes e lembretes para levantar antes das 8, só acordei às 9h. Fiz uma nova busca em minhas coisas mas foi em vão. Ao descer o café da manhã já estava encerrado. Mais parece uma lista de lamentações, mas esse é o começo de meu último dia aqui em Milão. Sem saber direito por onde começar, parei na lojinha dos telefones e tentei, mais uma vez em vão, ligar para a Policia. Mas o mau humor deles não me surpreende mais. Continuei a minha jornada e fui esperar o ônibus que vai para Malpensa. Na parada conheci um brasileiro -com pinta de modelo. ui. uma graça- que me disse, na despedida: "Vai ficar tudo bem" e eu acreditei nele. Mas ele não mentiu. Quando cheguei na Polizia do aeroporto, logo logo eles pediram meu nome e ligaram pra alguém. Gritos vão, gritos vêm, a policial grita (sim, pq aqui não se conversa, se GRITA) com o policia. Ela sai da sala, me pedindo pra esperar um pouco. Olhei para o policial (ui) e perguntei, claro que muito nervosa: "É trovatto mio passaporto?", e ele fez sinal afirmativo com a cabeça. Nem acreditei. Ou melhor, eu acreditei sim! E aquela voz lá no fundo que antes me dizia "vc vai encontrar", agora estava satisfeita gritando "eu não disse?". Recebi o passaporte quase chorando, e não encontrei palavras para agradecer aos policiais. Não disse nada além de "Grazie", e meus pensamentos que desejavam tudo de bom pra eles, uma vida feliz, muita saúde, etc. não foram ditos. Mas a partir daí, eu não consegui tirar do pensamento a minha promessa.

Oi Passaporte.

Adeus 100 euros.

Depois de tudo isso, resolvi dar uma chance pra Milão e ir conhecer a Pinacoteca e o centro da cidade. Tomei um banho, coloquei uma roupa alegre e lá fui eu. Desci na estação DUOMO, como indicava em meu guia. A medida que subia as escadas da estação, meus olhos iam se arregalando. Um imenso castelo, com pontas iguais aos castelos de areia que eu fazia quando era pequena, foi surgindo. Era o Duomo. Uma catedral gótica que eu sabia que existia, sabia que estava perto, mas não imaginava o quão perto e o quanto ela é... deslumbrante.

Depois coloco a foto.

O teto é cheio de pontas, e em cada ponta tem uma escultura humana. E não são poucas pontas. Entrei na catedral, depois de ser revistada (que coisa!) e tinha um coro cantando para muuuuuuuuuita gente. Não pude ficar na frente, mas nas costas, meio de ladinho deles, consegui tirar uma foto. Mas o coro... que coisa linda. Acho que se os anjos cantam, devem cantar daquele jeito. Sim, eu estava soltando corações pela cabeça! De repente tudo parecia lindo demais. Até um bando de gente vestida de marrom fazendo "aunnnnn hummmmmmmmmmm bennnediiiitooooooooooooooooo creeeeedoooo dddddddddddeeeeeeeeeeeeeeeeee" para pessoas 10 euros mais pobres -ingresso pra entrar em catedral. tisc- que no fim batiam palmas sem parar. Resultado, fiquei horas por ali, pela catedral e pela Piazza del Duomo, fotografando e observando os Milaneses. Hummm.. que vontade de comer aquele franguinho a milanesa com macarrão e feijão preto. Mas como eu estava dizendo, a Piazza del Duomo fica bem no centro da cidade, e tem cheiro de cocô de pombo. As pessoas parecem que saíram de algum documentário de moda ou seriado da Sony. As roupas parecem ter saído da loja agora e não sei bem diferenciar uma pessoa da outra, que nem acontece quando vejo muito japonês junto. Não consegui ir a Pinacoteca nem nada, mas nada como um pãozinho com queijo e um quarto no albergue e meu passaporte na bolsa.


PS: O velho idiota
Aqui na rua do Albergue funciona uma zona de prostituição. Mas nada que se compare a Roberto Freire, é claro. Aqui é tudo muito discreto. Uma rua tranquila onde de vez em quando tem uma menina de saia na esquina. Hoje pela manhã, a caminho do metrô e com 'aquele' humor, percebo que vários carros estão parados na rua, cada um somente com o motorista, e estão parados em frente a muros ou praças. Estranho. Eu olho com cara de desprezo pra todos, e percebo que tem um VELHO dentro de um desses carros me observando. Pegue olhar de reprovação nele, com direito a balançada de cabeça e 'tisc tisc' -falei igual a Madson-. Sigo meu caminho e alguns metros depois, vejo o velho vindo de novo, fazendo o retorno. Ele se debruça no banco do passageiro e parece querer falar algo, então eu tiro o fone do ouvido e pergunto "QUE?" e ele ao dizer o que queria, me fez entender que queria "dar uma voltita". Não sei dizer exatamente O QUE ele falou, mas ele escutou muita coisa. "VÁ TOMAR NO CU SEU VELHO IDIOTA!!!" foi o que consegui falar na hora. Sei que eu poderia ter sido mais original ou até inteligente e falar algo que provavelmente ele entenderia, como "FILHO DE UMA PUTA", mas ao sair andando ainda gritei "FUCK YOU". Juntem 16 horas de viagem com 6 horas de espera em um aeroporto mais 9 horas perdida em um aeroporto de cidade desconhecida com um passaporte perdido, visto perdido, consulado ineficiente, policia mal humorada, vontade de voltar pra casa e um velho tarado. Isso dá noção do tom em que a minha frase nada simpática em português saiu. E a frase em inglês também.

PS2: Non mi rompere la scatolle
Ao me sentir observada demais, sem nem querer saber por quem, decido sentar longe de um moço que esperava um metro ao meu lado. Não adiantou, pois tendo quase todos os assentos disponíveis, o moço veio sentar coladinho em mim. Começa a falar, falar e falar e eu nada fiz além de arregalar os olhos. Fiquei com dó e resolvi revelar que "Io no capisco Italiano". "AH nO? Speak english? Que lingua parla?" eu resolvi dar papo pra ele. ele falou que trabalhava perto da estação do albergue, enfim. Telefone? Não.. e-mail! E na hora da despedida, num é que o danado veio com o papinho de "não não... aqui na Itália são três beijinhos. Dois nas bochechas e um no meio" MAH VAAAAAAAA. Eu muito esperta, lembrei da coisa mais legal que aprendi nas aulas de italiano e soltei bem alto: "NON MI ROMPERE LA SCATOLE, ragazzo!!!" Mas ao invés de parar de encher o meu saco, o italianinho com espírito de Olinda em época de carnaval, fez foi me corrigir. "Ragazza, non e Scat'ó'le, e sc'á'tola"!! Uno ele, non due!!!". Perdi toda a minha moral nessa hora, mas ainda bem que em pouco tempo a estação dele chegou, e eu ainda fiquei por dentro do sotaque Milanês.
PS3: Até agora está em 89% o nivel de pessoas que, ao saber que sou brasileira, comenta sobre a copa. Surpresa? Pois é, eu também pensei que seria bem pior.

ó vida. ó azar

Nada do passaporte. Vamos à busca. Ligar pro consulado, ligar pras delegacias, ligar pro seguro. Só não pode é ligar pro Brasil e deixar todo mundo preocupado antes de tentar resolver tudo por aqui. Fui a delegacia, ao aeroporto e NADA! NADA!
Júnior foi embora, já que tinha chegado a hora dele. Não morreu, mas foi pra algum lugar -acho que Pádua- pra jogar futebol. Sei que ele um dia vai ser rico e famoso.
E agora eu estava sozinha nessa cidade de malucos antipáticos. Deu um desespero, vontade de ir embora, ou de pelo menos ligar pro Brasil. Mas me controlei e decidi tentar mais uma vez amanhã, e se não achasse poderia realmente começar a bolar um plano pra conseguir de novo o passaporte e o que é mais difícil, o visto!
Esse é um dia que eu preferiria que não tivesse existido. Mas já que existiu, deve ser lembrado o mínimo possível. O que merece ser lembrado é que as pessoas daqui são péssimas e nunca estão dispostas a ajudar.

Palavras-chave: Delegacia, indianos gays -mas péssimos-, aeroporto, passaporte sumido -ainda-, piazza centrale, pomba morta, doido no ponto de ônibus -cocada boa-, doidos na piazza centrale.


BOICOTE A DOLCE&GABANA, PRADA, etc.

Quer dizer... e quem já não o faz de um jeito ou de outro?

Roseira no caminho do aeroporto.

Eu preciso variar mais as minhas fotos. Só tem flor aqui. E uma nuvem.

Chegando


Milão. A primeira vista.

Cheguei na Itália! Depois de meses ouvindo 'quando vc vai?' e 'ainda tá aqui, mulher?', finalmente eu cheguei na terra da massa. :D Vou contar agora a minha jornada de manca brasileira chegando na europa.

Depois de um vôo confortável, onde todos estavam apertadinhos em poltronas quádruplas ou triplas e eu jogada em três cadeiras só pra mim. Sim, e isso porque fiz uma cena ao encher os olhos falando com os comissários sobre o quanto o meu pé incharia e ficaria roxo, a ponto de cair, se não o colocasse pra cima. Todos que passavam para ir ao banheiro me fuzilavam com o olhar, ao me ver ali, deitadinha super confortável e enrolada em uma manta.
"Todos em seus lugares e com os cintos apertados". Aff.. turbulência. Enjôo. Foi assim o fim do vôo. E o motivo da turbulência foi um maldito furacão que estava de passagem por Lisboa. Até tentei sair na rua, mas estava chovendo demais. Fiquei pelo aeroporto mesmo e terminei conhecendo duas senhoras de Natal, que conhecem minha familia inteira. Ô mundinho pequeno. Fiquei então ali dentro mesmo, entediada no aeroporto e cheguei a dormir em uns bancos de espera.


Milão em Milão

Assim que cheguei não me apressei, e fiquei pensando no que fazer, enquanto conhecia o aeroporto. Eu tinha duas opções. Ligaria pra Florença e avisaria que ao invés de dia 24, iria chegar no dia 21, ou então chamaria um taxi em ficaria em Milão até domingo, em algum hotel no centro da cidade -já que eu tinha visto vários hotéis na internet com um preço bom-.
Depois de conhecer o aeroporto de cabo a rabo -mancando-, resolvi parar em uma das únicas lojas abertas no aeroporto (às 18h) e me disseram que pra conseguir um hotel em Milão, é preciso agendar com muito tempo de antecedência. OK, sem problema. Vou pra Florença então. "Emilia? que Emilia? Ahhh... siimm... Emilia Silva? Como hoje? Nao era dia 24? Ah não não... só venha dia 24 mesmo. Hj não dá". Ok, eu ainda podia deixar as minhas malas no guarda-volume e sair de ônibus, afinal o taxi do aeroporto ao centro iria me custar 70 euros (quase 200 reais). Lá vou eu tentar deixar em uma única bolsa tudo o que eu precisaria em 4 dias. Foi fácil. Mas depois sobrou tanta coisa que não tinha espaço na outra bolsa pra guardar. Desisti. Que idéia essa a minha de depois de horas a fio viajando, cansada e ainda mais manca, ir conhecer a cidade de ônibus. Eu vou é de Taxi mesmo, fico em um hotel e pronto. Mas antes vou procurar pela internet um hotel e ligar pra reservar.
Euros pra internet, euros pras ligações. Tudo em vão. Ou não tem vaga, ou ninguém entende meu italiano e nem fala inglês e nem muito menos tem paciência pra falar devagar. Foi aí então, que no meio dessa agonia, vejo uma carinha tão perdida quanto a minha. É claro que ele era brasileiro. Era o Júnior, que eu já havia visto passando por mim há horas e se ele ainda estava ali, tentando usar esses telefones que hora funcionam, hora não, só podia estar perdido também.
Nos conhecemos, nos falamos, nos identificamos -dois sem rumo- e decidimos deixar as malas no guarda-volume, ele me ajudaria com minhas coisas e iríamos conhecer a cidade a pé mesmo. Que feliz! Ainda bem! Tudo está resolvido. Fomos então, aliviados, ligar pro Brasil. Liguei pra Sérgio, Júnior pro pai e então fomos em direção ao guarda-volume.

Pannnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn (som de suspense)

"O QUEEEEEEE? Não. Mentira né. É sério?"
E num é que o bendito já estava fechado? Tinha passado um pouco mais de 10 minutos das 22h, e eu ainda com um fiozinho de esperança resolvi bater na porta, mas claro que não adiantou de nada.

Procuramos juntos uma solução e acabamos sentados no chão do aeroporto, depois de tentar ligar pra um hotel brasileiro e outros mais, mas os telefones públicos aqui não cooperaram. Ficamos ali no chão do aeroporto, conversando enquanto eu carregava o notebook, colocava umas músicas e Júnior comia um autêntico isopor brasileiro salgado com sabor de presnto, vulgo salgadinho. Depois de ligar mais uma vez pra hotéis, pra variar sem sucesso, tive a idéia de alugar um carro. Fomos correndo atrás das lojas e todas estavam abertas, mas não tinha sequer um carrinho pra alugar. Perguntei em todas as lojas e não tinha nem pro dia seguinte.
Nos conformamos e fomos então procurar um lugarzinho pra estiriar o esqueleto. Achamos uma tal de "Sala Amica", que não era diferente de nenhum outro corredor com cadeiras que eu já vi. Eu não aguentava mais de cansaço, de mancar, de sono, de raiva e só queria um cantinho escuro e seguro pra dormir. Fiz uma forcinha e fui de novo procurar telefones e achei o numero do albergue de Milão -L´Ostello de la Giuventú- e senti algo parecido com o que se sente ao descer a ladeira da Ribeira em alta velocidade, quando o moço do outro lado da linha me falou que tinha vaga. Tratei de pegar o endereço e AVISEI a Júnior que iríamos pra lá. Ele tentou perguntar alguma coisa, mas eu não deixei. Disse logo que era 19 euros, que iríamos rachar o taxi e pronto. Bora simbora!
No albergue...
-Moço, me veja aí um quarto individual per favore, que eu tô de bode e não quero socializar com gringa nenhuma.-Si, chiaro. Da me il tuo passaporto per favore.-Oxe... kd me passaporte?
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!
-Olhe aqui Junior, tu vai procurar nas tuas coisas, eu vou procurar nas minhas. Eu sei que está em algum lugar nas nossas malas.
O quarto do albergue era ótimo com banheiro dentro só pra mim e uma janela grande de onde eu podia espiar as pessoas no jardim. Dormida boa. Passaporte sumido, mas eu estava tão cansada que dormi e quando acordei, estava na mesma posição que deitei. Delícia!




24 setembro 2006

Enquanto isso...

Amanhã eu vou publicar tudo sobre Milão. Mas enquanto amanhã não chega, vou falar de Florença.

Cheguei aqui carregando quase 60kg de bagagem sozinha, e não tinha nenhum carrinho na estação. Era preciso fazer uma pausa de 20 em 20 passos e senti uma dor terrivel nas costas. Mas isso não importa, o pior já passou. (o pior = Milão)
Então peguei logo um taxi e vim embora pro apartamento que eu vou ficar aqui. O motorista de taxi era simpatico e isso me deixou muito assustada. Achei que ele fosse me assaltar ou querer alguma coisa em troca de tanta simpatia. Acho que estou no clima de Milão e acho que não há pessoas legais no mundo.
O ap. que estou é ótimo, meio antigo mas bem conservado. Tem uma banheira imensa e é claro que eu já tomei um 'banho de banheira béééém kééééntxe'. No ap. moram outras estudantes e até agora conheci uma indiana -que povo diferente- e uma menina da Nova Zelândia (ajuda com o adjetivo). O elevador do prédio é linnnndo.. tenho que, eu mesma, fechar as portas.. super charmoso. A geladeira fica dentro do armário e eu me senti meio matuta quando perguntei 'mas e a geladeira?'.
E pra entrar no clima de Florença, fui ao supermercado e comprei uma plantinha pra colocar na janela.

O povo aqui parece ser mais simpático e menos MALUCO.

Ah! Eu falei que no apartamento só tem meninas? Pois é.. mas quando saí de meu banho de banheira, dou de cara com um menino. Ele disse que era amigo de alguém que morava lá... hum.. sei. Acho que as noites nesse apartamento são bem movimentadas.

Saudade parte I



Saudade de casa.

Uma frô, na minha janela do quarto rosa em Natal.

sommm... testeee...


aaa.. beee.... sssommmm.. tesssssteee.. sssommmm.. tesssssssssteee